sábado, 5 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Não necessariamente nessa ordem...
cansaço
tristeza
dor
angústia
raiva
medo
desencanto
sofrimento
amargura
fraqueza
estupidez
ansiedade
arrependimento
vazio
desespero
loucura
peso
covardia
mágoa
desilusão.
tristeza
dor
angústia
raiva
medo
desencanto
sofrimento
amargura
fraqueza
estupidez
ansiedade
arrependimento
vazio
desespero
loucura
peso
covardia
mágoa
desilusão.
terça-feira, 17 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Diversas vezes vim até aqui. Entrava. Olhava. Ia embora.
Por muitas vezes tentei dizer o que eu sentia, e o que eu sentia era que eu não tinha mais nada a dizer.
Passaram-se meses. Foram tempos difíceis. Ainda não é fácil...
Decidi que o blog precisava de uma cara nova, de um nome novo, enfim, algo que representasse tudo aquilo que eu estou sentindo e pensando, embora ainda não saiba como dizer...
Aos que nunca me abandonaram, informo que estou voltando!
Por muitas vezes tentei dizer o que eu sentia, e o que eu sentia era que eu não tinha mais nada a dizer.
Passaram-se meses. Foram tempos difíceis. Ainda não é fácil...
Decidi que o blog precisava de uma cara nova, de um nome novo, enfim, algo que representasse tudo aquilo que eu estou sentindo e pensando, embora ainda não saiba como dizer...
Aos que nunca me abandonaram, informo que estou voltando!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Eu quero sempre mais!
Tal como num labirinto
Perdida em meus pensamentos
As palavras correm depressa
Não consigo alcançá-las
Meu coração imenso
Já não cabe no meu peito
Sinto tudo
Penso em nada
Quero muito
Penso em tudo
Sinto nada
Quero mais!
Perdida em meus pensamentos
As palavras correm depressa
Não consigo alcançá-las
Meu coração imenso
Já não cabe no meu peito
Sinto tudo
Penso em nada
Quero muito
Penso em tudo
Sinto nada
Quero mais!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
"Porque não importa para onde você corra, você sempre acaba trombando consigo mesma."
Paul – Holly, estou apaixonado por você.
Holly – E daí?
Paul –E daí?! E daí muita coisa. Eu a amo. Você me pertence.
Holly – Não. As pessoas não se pertencem.
Paul – Claro que sim.
Holly – Ninguém vai me pôr em uma jaula.
Paul –Não quero colocá-la em uma jaula. Eu quero amá-la.
Holly – É a mesma coisa.
Paul – Não é não. Holly…
Holly – Não sou Holly. Não sou nem Lula Mae. Não sei quem eu sou. Sou como esse gato. Somos dois coitados sem nome. Não pertencemos a ninguém e ninguém pertence a nós. Nós nem sequer pertecemos um ao outro
(…)
Paul –Sabe qual é o seu problema, Srta. Quem-quer-que-seja? Você é medrosa. Não tem coragem. Tem medo de encarar a realidade e dizer “A vida é um fato. As pessoas se apaixonam sim e pertencem umas às outras sim, porque esta é a única chance que têm de serem realmente felizes”. Você acha que é um espírito livre, selvagem e morre de medo de ser enjaulada. Bem, querida, você já está nessa jaula. Você mesma a construiu. E ela não fica em Tulip, Texas ou em Somaliland. Ela está em qualquer lugar que você vá. Porque não importa para onde você corra, você sempre acaba trombando consigo mesma.
Do filme, Bonequinha de Luxo
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
"Estúpido, ridículo e frágil é meu coração."
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagemcom que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
(Mundo Grande - Carlos Drummond de Andrade)
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagemcom que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
(Mundo Grande - Carlos Drummond de Andrade)
Assinar:
Postagens (Atom)
